O jeito secreto de levar dinheiro nas viagens internacionais


Oi!
 Eu tenho uma pequena lista de possíveis posts para o blog e devo dizer que este não estava nela porque eu simplesmente achava que era uma informação de conhecimento geral. Porém nos últimos dias conversei com algumas pessoas até que bem viajadas e, para minha surpresa, nenhuma delas sabia que isso era possível. Isso o quê?, você pergunta. Ora, muito simples: sacar dinheiro fora do país.
 Eu conheci esta estratégia nos meus tempos de glória quando morei em Sydney e a Dilma pagava minha bolsa no cartãozinho do Ciência sem Fronteiras do Banco do Brasil que não passava em loja nenhuma. Então o que eu fazia era usá-lo para sacar no caixa do Commonwealth, que é o banco mais comum da Austrália, e lá mesmo já depositava tudo na conta que eu tinha aberto no próprio Commonwealth cujo cartão servia pra tudo. Desde então meu método preferido de câmbio quando eu viajo é simplesmente sacar o dinheiro no meu país de destino.
 Perguntinhas que todos me fazem:

1- Você fica na fila do caixa do banco?
 Não, jovem. Saco no caixa eletrônico mesmo, igual aqui no Brasil. No banco, na farmácia, no mercado... Onde tiver. A única coisa diferente é que pode ser que o caixa te peça para clicar em "Foreign Customer", que significa cliente estrangeiro.

2- Saca em reais e depois troca na casa de câmbio?
 Não! Eu sei que é difícil acreditar, mas saco na moeda local. Já saquei em Thai Bahts na Tailândia, Rupias na Malásia, Pesos no Chile, Soles no Peru... O dinheiro sai direto da sua conta corrente na mesma hora, igualzinho no Brasil, de acordo com o valor de câmbio da moeda naquele dia. E a melhor parte: Normalmente me cobram o dólar comercial, que é um pouco mais barato que o turismo cobrado nas casas de câmbio.

3- Qualquer banco deixa você sacar?
 Também não, mas uns 80%. Normalmente os mais populares de cada país (Equivalentes ao Banco do Brasil aqui no Brasil) deixam.

4- Qualquer cartão faz isso?
 Adivinha: Não. Você precisa de um cartão vinculado à sua conta corrente (Nubank, por exemplo, não rola) e ele precisa estar completamente habilitado para operações internacionais. Eu sempre fazia com meu cartão do Banco de Brasil e na minha última viagem inaugurei o do Itaú. Os dois funcionaram, mas a taxa de câmbio do BB foi mais barata.

5- E por que ninguém nunca me contou isso?!?
 Ahá! Eis a questão. Claro que tem um defeito nesta tática, senão o mundo todo tava aí arrasando nos saques. O problema é que o banco local que você for usar cobra uma taxa por saque para que você use um cartão que não é dele. O mais barato que paguei até hoje foram 5 reais na Tailândia e o mais caro foram 25 reais no Chile.
A magia está no fato de que esta taxa é fixa, ou seja, se sacar 10 pesos vai pagar 5000 pesos (ou 25 reais) de taxa e se sacar 1000000 de pesos também paga 5000 de taxa. Já percebeu onde eu quero chegar?
 Se você sacar 10000 pesos e o caixa te cobra 5000 você pagou 50% de taxa, o que é um absurdo! Mas se você sacar 500000 pesos e o caixa de cobrar 5000 você pagou 1%, o que é melhor do que muita casa de câmbio por aí. Ou seja, quanto mais você sacar, mais diluída fica a taxa e menos você paga percentualmente.

6- Espera, então qual o melhor jeito de levar dinheiro na minha viagem?
 Existe uma unanimidade entre os viajantes de que a resposta para esta pergunta é: do maior número de jeitos possível.
Nada nessa vida vai te cobrar menos taxas do que simplesmente trocar o dinheiro vivo, ou seja, levar suas notas de reais na casa de câmbio e transformá-las em notas do dinheiro de onde quer que você vá. Mas este também é o método mais arriscado, já que envolve você andar com muito dinheiro por aí e dependendo de onde você trocar existe o risco de falsificação das notas. E tem casa de câmbio que simplesmente abusa da cotação.
 Você pode ir trocando esse dinheiro aos poucos e ir guardando em um dos lendários Travel Money. Eles cobram IOF e normalmente cobram o valor turismo, mas são o melhor jeito de você aproveitar uma cotação baixa se isso acontecer antes da sua viagem. Para moedas que variam muito de preço, como o dólar, é uma boa opção.
 Depois vem o cartão de crédito, que também é seguro mas também tem IOF e cobra de você o valor da cotação do dia da compra ou do dia do vencimento da fatura, dependendo do cartão, então se for uma moeda que varia muito isso vira loteria. E normalmente é em dólar comercial. Eu testei o Itaú, o Banco do Brasil e o Nubank e no quesito crédito o Nubank ganhou foi de muito dos outros dois.
 E tem esta opção maravilhosa que acabei de apresentar de sacar lá mesmo.
 O que eu, particularmente, faço (Depois você faz igual e fica pobre não vem me processar!):
1º passo: Converto em dinheiro vivo uma quantia de aproximadamente 500 reais. Não me sinto confortável viajando com mais que isso de uma vez.
2º passo: Habilito todos os meus cartões para transações internacionais.
3º passo: Pesquiso muito e estimo quanto devo gastar em moeda local nos dias que vou ficar no país. Faço a estimativa bem apertadinha mesmo, com pouco dinheiro extra porque uma parte das coisas acabo pagando no cartão de crédito.
4º passo: Vou a um banco o mais perto do hotel possível e saco o máximo possível de uma vez, para diluir o valor da taxa de saque. Deixo tudo bem guardado nas malas com cadeado, no cofre, espalhado nos bolsos e todo dia coloco um bocado na bolsa de acordo com o que pretendo gastar.
5º passo: Se faltar dinheiro, pago com o cartão de crédito.
Como eu disse, Travel Money só em caso de dólar e olhe lá, mas, repito, isso é minha opção.

Levar dinheiro em viagem é sempre muito chato e sempre é prejuízo, mas espero ter ajudado pelo menos um pouco. Se tudo isso ficou confuso demais e você precisa de uma ajudinha para se organizar, já sabe quem procurar, certo? Entra lá no site: https://www.nemtaoperdido.com/servicos

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